Conferência sobre factores de desenvolvimento do distrito

11744O sector turístico e vitivinícola, a qualificação, e formação, profissional e a actividade portuária foram alguns dos vários sectores do distrito de Setúbal abordados no ciclo de conferências “Portugal – A soma das partes – as economias regionais como factor de desenvolvimento” que decorreu, anteontem de manhã, no Hotel do Sado, nesta cidade.

Ana Maria Santos

A economia como factor de desenvolvimento do distrito de Setúbal foi a base de uma conferência que decorreu anteontem, no Hotel do Sado, uma realização da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, em parceria com a TSF e o DN que está a decorrer, desde Julho do ano passado, em todos os distritos e regiões autónomas.

A conferência, que decorreu durante toda a manhã, contou com a presença da secretária de Estado do Tesouro e Finanças, Maria Luís Albuquerque, do presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, Armando Pires, da proprietária da empresa “Casa Ermelinda de Freitas”, Leonor Freitas, da presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, do bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, Domingues de Azevedo, assim como dos deputados eleitos pelo círculo eleitoral do distrito de Setúbal, Bruno Dias (PCP), Eduardo Cabrita (PS), Pedro Ramos (PSD), Nuno Magalhães (CDS) e Mariana Aiveca (BE) – que participaram num debate moderado por António Perez Metelo -, para além de técnicos oficiais de contas, empresários, autarcas e “forças vivas” do distrito.

No decorrer da conferência foram destacadas as potencialidades da região de Setúbal, nomeadamente no sector vitivinícola área sobre a qual usou da palavra a empresária Leonor de Freitas para realçar a qualidade dos produtos produzidos nesta área do país e a importância da exportação como factor determinante para o conhecimento, internacional, da qualidade dos produtos. Como exemplo, realçou o moscatel de Setúbal que, “sendo um vinho único, dos melhores do mundo, apenas é conhecido na nossa região, pouco ainda a nível nacional e muito pouco conhecido a nível internacional” sublinhando que, nessa área, “penso que temos um potencial imenso que, bem desenvolvido, poderia ser uma assinatura da região e que poderá vir a potenciar outros vinhos, e até mesmo outros produtos regionais, que vão com ele por arrasto. Esta é de facto uma bebida única que não tem sido tratada como merece e o que é um facto é que quando vou para mostras internacionais, todos gostam e não sabem o que é o nosso moscatel de Setúbal”. Maria Leonor Freitas sublinhou ainda ser sua preocupação a valorização do trabalho rural, nomeadamente na “formação e qualificação dos trabalhadores e dos empresários”, sendo uma grande preocupação que “o nosso ciclo produtivo não seja destruído”. A empresária referiu ainda que o mundo rural “poderá vir a dar um grande contributo para ajudar nesta crise”, sublinhando a necessidade de formação específica naquela área: “somos hoje uma entidade empregadora e precisamos de mão-de-obra no campo e estamos a colaborar para ajudar a resolver os problemas que são conhecidos”.

Os sectores portuário, climático, turístico, de mão de obra altamente especializada (nomeadamente nas áreas metalúrgicas e automóvel), de formação e qualificação profissional, foram os temas abordados pelos deputados eleitos pelo circulo eleitoral de Setúbal, assim como as grandes obras previstas para esta área do país, como factores de amplo desenvolvimento num distrito que está capacitado para combater a crise.