Forno crematório do cemitério da Paz poderá vir a ser inaugurado este Verão

O forno crematório do cemitério da Paz sofre algum atraso nas obras de construção, e só deverá ser inaugurado em Julho. A falta de liquidez do consórcio responsável pela construção do equipamento é, para a Câmara, a causa responsável pelo atraso.

11751Construção iniciada há um ano, o forno crematório do cemitério da Paz, em Algeruz, já deveria ter sido inaugurado no final do ano passado, não fossem os sucessivos atrasos nesta obra.
O assunto foi abordado anteontem, no período antes da ordem de trabalhos, com o vereador Jorge Santana (PSD) a inquirir o executivo comunista sobre o andamento das obras que, segundo disse, “até parece que estão paradas…”

A resposta foi dada pela presidente da Câmara: “O consórcio encarregue da obra tem-se debatido com problemas de liquidez e de falta de financiamento bancário, circunstâncias que provocam alguma lentidão no andamento da obra, mas que não está parada, não está,” assegurou a autarca.

A edil sublinhou que o crematório “não é da Câmara”. “Será paga uma renda à Câmara logo que a infraestrutura entre em funcionamento,” o que, segundo indicações avançadas pelo consórcio, “poderá acontecer lá para meados de Julho”, explicou Maria das Dores Meira.

SEGUROS: Noutro plano, a bancada socialista, por intermédio do vereador Fernando José perguntou à maioria do executivo se “é verdade que as viaturas da Câmara circulam sem seguro, e se os carros do lixo têm seguro por 30 dias?”

A pergunta irritou Maria das Dores Meira, suspeitando de “falsas informações que saem dos serviços internos do edifício camarário.” Quanto à resposta, a autarca explicou que “obviamente, as nossas viaturas têm seguro”, salientando que o conjunto dos seguros “foi pago quase no final da data limite de vencimento, pelo que não nos chegaram ainda algumas cartas verdes, concretamente as dos carros do lixo, mas temos em nossa posse o comprovativo dos pagamentos,” assegurou.
A edil setubalense aproveitou para recordar a realização de um concurso público internacional em matéria de seguros, o que, segundo realçou, “permitiu uma poupança de 300 mil euros à Câmara Municipal.”

‘JUMBO’: Outras questões levantadas por parte da bancada socialista, concretamente pelo vereador José Luís Barão, dizem respeito às obras de ampliação do hipermercado ‘Jumbo’ e ao heliporto da Algodeia.

Sobre a primeira, o vereador do Urbanismo disse que “tudo está em conformidade, assim o ‘Jumbo’ pretenda confirmar o investimento.” André Martins fez uma leitura mais abrangente, para considerar que, nesta matéria, “nos últimos 4 anos e nos próximos 3, Setúbal regista os maiores investimentos dos últimos 30 anos.”
Quanto ao heliporto da Algodeia, o vereador da Protecção Civil e Bombeiros, Carlos Rabaçal, começou por explicar que “para além do heliporto da Algodeia, também estão previstas aterragens, quer no quartel dos Bombeiros Sapadores, quer nos estádios do Vitória e do Comércio Indústria”, sublinhou.

Situação defendida por Carlos Rabaçal é que “a última decisão compete sempre ao piloto do INEM,” também para explicar o porquê da não aterragem do héli do INEM no socorro às vítimas na sequência de um incêndio em habitação ocorrido há dois meses e meio, na rua Mariano Coelho, curiosamente a duzentos metros do heliporto municipal da Algodeia.
Teodoro João