
Imprimido em 03-09-2010 0:17:04
O Setubalense
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Valores históricos
LASA lançou livro sobre património religioso
A LASA procedeu ao lançamento do livro “Património Azulejar Religioso de Setúbal e Azeitão”, numa cerimónia onde foi ainda lançado um outro livro, este com os trabalhos premiados do XI Concurso Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage”.
“Património Azulejar Religioso de Setúbal e Azeitão” é o título de segundo volume, lançado pela LASA – Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão, sobre o património azulejar existente no concelho.
Na cerimónia, que decorreu anteontem ao final da tarde no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal e que contou com a presença do Governador Civil de Setúbal, Manuel Malheiros, do vice-presidente da autarquia sadina, André Martins e do Bispo de Setúbal, D. Gilberto Canavarro dos Reis, foi ainda lançado um livro com os trabalhos premiados do XI Concurso Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage, neste caso com os textos de Mário João Rosas Rebelo Correia, prémio revelação com o trabalho “Insónia” e de Amadeu da Silva Baptista, prémio poesia, que apresentou a concurso o trabalho “Atlas das Circunstâncias.
No decorrer da cerimónia, e após a entrega de prémios, houve lugar para um espaço musical, a cargo de alunos do Conservatório Regional de Setúbal, a que se seguiu a apresentação do livro sobre o património religioso, um trabalho realizado pelo Núcleo de Património da LASA, nomeadamente pelos arquitectos Ricardo Ambrósio, Inês Gato, Isabel Sousa de Macedo e Isabel Peraboa de Deus.
Sobre a obra, inédita, agora lançada, Carlos da Silveira, presidente da LASA, adiantou que a mesma “diz respeito, apenas, aos azulejos existentes nos espaços de culto: igrejas, paróquias, capelas, etc., única e exclusivamente”. Comparativamente com a obra anterior, Carlos da Silveira explicou que “neste caso trata-se exclusivamente de azulejos do interior de espaços de culto, que vão desde o Convento de Jesus, até à Capela do Outão que muito embora ainda não venha neste livro temos já a obra toda fotografa, e onde existem azulejos lindíssimos, mas que irá ficar para publicar no segundo volume sobre este tema”, e que será publicado no próximo ano.
O presidente da LASA frisou que “este é um grande esforço financeiro para nós, fica-nos muito caro fazer isto tudo e tudo tem que ser um pouco pausado, facto pelo qual dividimos o livro em dois volumes”. Carlos da Silveira divulgou ainda que existe a possibilidade de ser feito o lançamento de um terceiro volume sobre este tema, mas somente dedicado a Azeitão onde este tipo de património é muito rico.
“ O Setubalense” falou ainda com Mário Rebelo Correia, o vencedor do prémio revelação que veio do Porto, de onde é natural, propositadamente para receber o prémio, disse não se sentir muito bem a por participar em concursos, “porque sinto que me estou a vender”, mas reconheceu que “estes concursos são a única forma de me começarem a conhecer e a comprar os livros”. O jovem escritor, de apenas 18 anos, já participou em alguns concursos e reconhece que no caso da LASA, com a publicação dos textos em livro, “é, sem dúvida, uma porta que se abre e sobretudo sentir que o que escrevemos não é só um prémio em dinheiro, mas que tem um suporte físico, que nós podemos pegar e ler”.
Dizendo ser com “grande orgulho” que vê o seu nome ao lado do nome de Bocage, Mário Correia disse ser este o seu poeta favorito “é um dos grandes poetas da língua portuguesa e é uma grande honra estar à beira desse nome”. Mário João Rosas Rebelo Correia, que ganhou a sua primeira menção honrosa aos 16 anos e aos 17 anos recebeu o seu primeiro prémio, diz que a escrita é, para si, “mais do que uma necessidade, é um desejo e um vício”.
Ana Maria Santos
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