Arquivo: Edição de 01-04-2009
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SECÇÃO: Cidade |
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Até quando vamos assistir a isto?Há quem goste, e quem critique, as obras levadas a cabo, no âmbito do Polis, na avenida Luísa Todi. No entanto, neste último fim-de-semana alguém escolheu os golfinhos e o novo mobiliário urbano para actos de vandalismo, deixando aquela área da avenida com um aspecto terceiro mundista e que sublinha uma ideia que, cada vez mais se tem de Setúbal, a de que é “uma cidade sem lei”.
Ana Maria Santos red.asantos@osetubalense.pt
A cidade tem sofrido, nos últimos meses, todos os transtornos causados pelas obras do Polis que têm afectado quase todos os moradores, e trabalhadores que utilizam o centro da cidade e zonas limítrofes. Estas mesmas obras têm merecido vários comentários, opiniões e tomadas de posição, na sua grande maioria de desagrado, devido às transformações que se vão vendo no terreno. Tudo bem! É normal que as alterações profundas – seja em que cidade for – sejam bastante contestadas até lhes ser reconhecida a utilidade. No entanto, em Setúbal, o fenómeno é um bocadinho estranho: a população indigna-se com a falta de limpeza mas… deita tudo o que tem de sobra para o chão; deixa sacos de lixo espalhados por todo o lado, o cocó dos cães fica onde os animais os deixam e, apesar dos mais novos estarem (felizmente) a receber uma maior sensibilização para as questões ambientais e de higiene, poucos são os progenitores que se vê a chamar a atenção das crianças quando estas deitam para o chão aquilo que não lhes interessa. O estado da cidade pode, em muito, agradecer aos seus habitantes a falta de limpeza de que tanto se queixam e a apatia perante as aberrações que vão acontecendo, sem que ninguém se manifeste: é mais fácil olhar para o lado, assobiar e seguir em frente. No último fim-de-semana toda a zona limítrofe da rotunda dos golfinhos amanheceu completamente vandalizada por alguém que resolveu reivindicar a Tróia para si e que, dada a impotência mental, sonha em ter um ferry na banheira lá de casa. Vi e quase que não quis acreditar! Não sou natural de Setúbal, mas essa não é uma questão que muitos teimam em afirmar como fundamental para se gostar desta cidade. Muito pelo contrário. Gostar ou não do que está feito na avenida é uma questão de opinião. Vandalizar o que é de todos nós é outra coisa: só mostra a falta de princípios, de educação, de moralidade, de civismo… de tudo o que faz das pessoas gente. Uma das questões que preocupa o autor de tal atentado ao património de todos nós é a de que “Tróia é nossa” e eu, que estou a adorar a transformação em Tróia, digo, desta forma ao autor da “pintura”, que ainda bem que Tróia está a ser retirada a quem nunca a mereceu porque, quem gosta de Tróia, da Avenida, da Cidade trata-a da melhor forma!
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