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Arquivo: Edição de 29-05-2009

SECÇÃO: Geral


Produzido por turmas do 9.º ano de História da “D. João II”

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Livro “Quando a Tróia era do Povo” já está editado

A escola secundária D. João II, da Camarinha, voltou a editar mais um livro no âmbito da disciplina de História. Sob a orientação do professor Jaime Pinho, quatro turmas do 9.º ano lançam agora o livro “Quando a Tróia era do Povo.”

Teodoro João

red.teodoro@osetubalense.pt

Divididos por equipas de dois alunos, quatro turmas do 9.º ano de escolaridade foram para a rua auscultar testemunhos de quem conheceu e frequentou a Tróia de outros tempos, ainda o extenso areal estava livre do betão armado e dos prédios.

O livro, de 110 páginas e com uma tiragem de 1200 exemplares, contém por isso inúmeros relatos na primeira pessoa, fotos do saudoso Américo Ribeiro bem como outras, cedidas por alguns dos entrevistados. Já poderá ser adquirido em diversas papelarias/livrarias, mas também pelo método directo, ao módico preço de 5 euros.

“Quando a Tróia era do Povo” fala daquela majestosa península frente a Setúbal, com o povo setubalense entre as giestas, mas também das vivências, divertimentos e convívio, dos comes-e-bebes, dos grupos de convívio e de relatos jornalísticos de «O Setubalense».

“É preciso dar os parabéns a esta vasta equipa de quatro turmas, e de cinco professores, cujo trabalho final, em forma de livro para a história, possibilita o reencontro com um passado tão agradável quando desconhecido pelas novas gerações”, disse a «O Setubalense» Jaime Pinho, o professor de História que impulsionou os seus alunos do 9.º ano para a feitura deste livro que, como sublinha, “fica para a história.”

Este docente entende que são projectos didácticos desta natureza que fazem realmente sentido, porque, argumenta Jaime Pinho, “é uma forma de estudo/serviço que os alunos prestam à escola e à comunidade, em vez de mais um trabalho guardado na gaveta, sem qualquer visibilidade pública.”

Diga-se que esta tem sido uma estratégia curricular/educacional de Jaime Pinho, sempre com o apoio do Conselho Executivo da escola D. João II. Para além deste livro, as suas turmas de 9.º ano – que estudam a História do Séc. XX - já haviam produziram outros três livros.

A saber: “A vida e o trabalho em Setúbal no tempo dos nossos avós” (1986); “Mano preto, mano branco” (2003), que foi traduzido para Inglês pela professora Maria José Simas e suas turmas do 12.º ano, e o livro “De sol a sol – O Alentejo dos nossos avós” (2006).

“Todos estes trabalhos escolares ficam perpetuados em forma de livro, quer na biblioteca escolar, quer na casa de muita gente, que de alguma forma contribuiu para essas produções. É a história viva, à qual temos acesso”, diz Jaime Pinho, que promete continuar a incentivar a feitura de outros livros com alunos seus e sempre com temas populares setubalenses.

PREFÁCIO Isabel Soromenho Marques assina o prefácio do livro “Quando a Tróia era do Povo”, onde recorda os Verões passados na sua infância e adolescência, entre os anos 60 e 70, os quais, confessa, “jamais esquecerei.”

E pode lêr-se, no seu testemunho sobre a praia mais frontal a Setúbal: “Os mergulhos naquela praia límpida, as alforrecas a pintalgarem o azul do verde. As idas a pé até ao “Bico das Lulas” ver a lagoa, eram sempre uma aventura, como se marchássemos por terras nunca exploradas, uma imensidão de areia nunca antes tocada por pés humanos – só de vez em quando uns traços deixados pelas patitas das gaivotas, donas e senhoras daquele imenso deserto.”

Tempo de leitura: 3 m
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Comentários dos nossos leitores
paulo rangelpaulo.rangel@gmail.com
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Muito Bom dia Gostaria de participar nesta noticia , e mais uma vez discordar do que se fez da Troia . GANHA-MOS O INVESTIMENTO DE LUXO MAS PERDEU-SE O CONVIVIO A TRADIÇÃO E O ESPAÇO DE LAZER DA TROIA . Nós o povo de Setubal não gostava-mos de ver o estado em que a nossa Troia se encontra-va completamente abandonada , mas tambem não queremos o que actualmente existe um Resort de Luxo Privado para magnatas . Gostariamos que tambem existesse alguns espaços fora do resort para o povo de Setubal como um parque de campismo , o que foi completamente posto de parte para dar lugar a moradias de luxo ,e resort a preços altissimos . Mais uma vez o dinheiro venceu a tradição de um Povo , neste caso o nosso povo de Setubal . Muito Obrigado
 
Bruno Nevesbruno.neves@leicester.gov.uk
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Bolas que memorias...ate me arrepio de emocao! obigado.
 
tonibulltonibull@gmx.de
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Para mim como Alemäo nascido em Setúbal faz me lembrar da bonita troia de que me recordo...foi pena os portugueses adrem assim cabo da natureza...com vedacöes e muito cimento...tal como os espanhois...publicacöes desta forma fazem abrir os olhos aos responsáveis...
 
Joséjbatis@gmail.com
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PARABENS PROF.JAIME, sempre a trabalhar a favor da cultura.
 
jose ricardogalgoanao@gmail.com
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troia ,troia.o cimento disvirtua a paisagem bonita ,predios construidos na areia fim triste terao, um dia a NATUREZA se encarregará de repor tudo como estava..desenganem-se os mais optimistas porke o luxo ali presente nao coabita com o povo akele povo dos petiscos das sandes das sombrinhas .esse povo até nem direito tem ao seu rio do lado de lá dos ferris porke aí foi-lhe barrada a saida para essas bonitas praias ke se tornaram privadas dos moradores de verao das vivendas alí existentes..a camara de setubal nada faz e nem pode fazer,compete ao autarca de GRANDOLA repor a saída dos ferris e deixar o povo ao menos disfrutar desse lado de lá do rio sado..porke nao existe outra maneira de ter esse acesso sem ser atraves dos ferris ke para ali foram deslocados...MAS PELOS VISTOS NINGUEM FALA DISSO E NINGUEM SE OPOE .falam apenas de troIa resorte...essa é para kem pode pagar...
 
fernando fernandesfernandofernandes96@hotmail.com
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realmente ao ler o livro e recordar o que ela era fez as lagrimas virem aos olhos de recordação
 
João BBernardo_vfc_troia@hotmail.com
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esta um trabalho exelente, eu ainda sou muito novo nao é nada do meu tempo, mas desde que nasci que ja tinha casa em troia, e custa me perder tudo assim, nao tenho duvidas que a troia está linda, mas a saudade e as lagrimas que me veem quando sonho, veijo fotografias de troia como sempre me habituei a ve-la como lhe vivi, custa-me e ler uma obra destas fez me recordar tanto, desde muito novo que nao falto a uma festa da nossa sr. do rosario, uma vida la passada, para perder tudo para um resort, mas as imagens e as recordações que tenho de tudo o que la passei nunca irão desaparcer.. a troia é do povo..
 
Carminda Santos Venturacarmim@iol.pt
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Comentário:
Que bom foi recordar a minha infãncia,sou filha de pescador e como tinhamos barco, desde sempre que os nossos verões eram passados em Troia. Li o livro com muito carinho e posso dizer que a Tróia fará par te da minha vida para sempre. Carminda
 

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