Arquivo: Edição de 04-09-2009
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SECÇÃO: Destaque |
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Candidato acusa CDU de “despesismo”O candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal acusa a presidente Maria das Dores de utilizar dinheiros públicos ao serviço da campanha eleitoral. Albérico Afonso promete divulgar a suposta irregularidade junto das entidades fiscalizadoras nacionais. Teodoro João red.teodoro@osetubalense.pt
O Bloco de Esquerda vai solicitar ao Provedor da Justiça e à Comissão Nacional de Eleições, para que estas entidades “se pronunciem sobre a legalidade, ou não, desta situação.” A posição, feita promessa, foi anteontem deixada pelo candidato bloquista à Câmara de Setúbal. Albérico Afonso referia-se ao alegado “despesismo” efectuado pela edil sadina, e candidata pela CDU, apresentando como “exemplo maior” a edição do livro “Setúbal – o que fizemos”, com 66 páginas de grande qualidade tipográfica, e com uma tiragem de 5.000 exemplares. “Aquele livro não passa de uma propaganda pessoal e partidária, em que certamente foram gastos dezenas de milhar de euros”, opinou ontem, frente aos jornalistas, o candidato bloquista à cadeira do poder da praça de Bocage. Instado a comentar se considera que o executivo camarário não terá direito a prestar contas aos setubalenses da obra realizada, Albérico Afonso respondeu que sim, mas também considera que “este livro é demasiado luxuoso para tal finalidade. O que poderia ter sido feito noutro formato, bem mais económico, o que verificamos é que este livro, com uma tiragem de 5.000 exemplares, funciona como uma despurada propaganda pessoal e partidária.” Nesta altura do ano, o candidato bloquista lembrou haver “muitas famílias com dificuldades em adquirir livros e materiais escolares”, chegando a questionar se “esse dinheiro não seria mais bem aplicado no financiamento das famílias com maiores dificuldades económicas…” “Despudor e desnorte.” É esta a crítica que a candidatura bloquista ao município sadino disfere à CDU, uma sua próxima concorrente nas urnas. “Também está em desnorte porque vê complicada a concretização da sua eleição, e recorre a todos os meios ao seu alcance, inclusive àqueles que nos parecem ilegítimos.” “Numa altura em que a Câmara apresenta uma situação deficitária profunda, os gastos que efectua na produção de materiais de propaganda da sua actividade, mas que configuram mera propaganda partidária, não são admissíveis, nem lícitos, nem eticamente aceitáveis,” rematou o candidato bloquista, que prometeu ainda “exigir saber quanto foi gasto dos cofres da câmara nesta operação de propaganda.” |
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