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Arquivo: Edição de 08-02-2010

SECÇÃO: Destaque


PS e PSD comentam PIDDAC

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Vítor Ramalho considera-o “realista” e Pedro do Ó lamenta que distrito seja novamente penalizado

Instados a comentar os investimentos previstos para o distrito, no Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central para 2010, os presidentes das distritais de Setúbal do PS e do PSD, mostraram ter opiniões divergentes.

Vera Gomes

“É um PIDDAC realista. Seria desejável que fosse mais, mas não é possível!”, manifestou o presidente da Federação Distrital do PS, Vítor Ramalho.

O responsável explica que o PIDDAC “deixou de ter a relevância que tinha porque, parte dessas verbas passaram a ser integradas noutras rubricas do orçamento de Estado”. Assim, de acordo com Vítor Ramalho, o que tem que ser tido em conta é “a parcela do PIDDAC no conjunto, e a perspectiva de investimentos para o distrito de Setúbal é significativa e isso, no meu entender, é o que conta!”, revelou.

Por outro lado, “também sabemos que este orçamento de Estado sofre constrangimentos devido à crise séria que o país enfrenta”, concluiu o socialista.

Já para Pedro do Ó, presidente da Comissão Política Distrital do PSD de Setúbal, o distrito volta a ser “afectado”, como “tem sido durante os últimos anos”. O responsável esclarece que “este PIDDAC vem na senda daquilo que têm sido os PIDDAC’S do Partido Socialista, com cortes brutais do investimento no distrito, a maioria, superiores a 40 por cento”.

O social-democrata revelou a necessidade de “investimento público de qualidade” para “dinamizar a economia no distrito”, sendo que existem “áreas evidentes em que devia haver mais investimento”. Segurança, educação e saúde são, de acordo com o dirigente, áreas que “efectivamente têm que ter outro tipo de cobertura, com rigor e qualidade”.

No entanto, “o PS continua a adiar essas soluções, contrariando o discurso de aposta forte no distrito”, o que, para Pedro do Ó é incompreensível. “A máquina do Estado é muito gorda, tem gastos supérfluos”, sendo que “o Estado pode cortar noutras despesas”, alega o advogado que vai reunir, brevemente, com os deputados do PSD para “analisar, com detalhe, esta questão”.

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