Arquivo: Edição de 04-05-2012
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SECÇÃO: Geral |
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Carmona e autarquia celebraram protocolo em 2008Um protocolo, celebrado entre a Câmara Municipal de Setúbal e a Carmona, prevê a deslocalização da empresa para o parque industrial da Mitrena. Quase quatro anos depois essa mudança ainda está por realizar.
Em Dezembro de 2008 a Carmona assinava, com a autarquia sadina, um protocolo de transferência das suas instalações para o parque industrial da Mitrena, ou Sapec. Na ocasião, a presidente da autarquia referiu que a futura localização industrial ainda não estava definida, mas que a Câmara tinha um plano estratégico que “visa colocar as indústrias nos seus devidos locais, retirando-as de zonas habitacionais”. Segundo disse Maria das Dores Meira na ocasião, “são empresas de que nos orgulhamos, as quais não queremos ver fora deste concelho, simplesmente torna-se evidente que, devido ao crescimento habitacional de Azeitão, não poderão ali continuar sedeadas”. “A Câmara colocou às empresas a possibilidade de alteração do uso dos terrenos dos quais são proprietários, actualmente de cariz industrial, para uso habitacional ou de serviços, de forma as empresas rentabilizar esses terrenos e, com esse proveito financeiro, poderem realizar a sua deslocalização,” pormenorizou. Por seu lado, o administrador da Carmona, Vítor Lobita, em declarações a «O Setubalense» na sequência da assinatura daquele protocolo, dizia desejar que o processo de deslocalização “aconteça o mais célere possível”. “Concordamos com a mudança, mas pedimos rapidez para não perdermos muito tempo na nossa actividade”, disse então o citado responsável. Para mais, continuava aquele industrial, “precisamos de mais espaço para nos desenvolver, até por temos 120 funcionários e estamos certificados na área do Ambiente”, desejando que o processo prosseguisse o “mais célere possível” até porque, reconhecia na altura, “a mudança de instalações industriais é a solução adequada”. Entretanto, a Câmara Municipal aprovou, em reunião pública de 21 de Julho de 2010, um estudo urbanístico destinado à criação de uma nova área de habitação, comércio e serviços nos terrenos onde a empresa continua a laborar. Na proposta aprovada, pode ler-se que o referido estudo “visa, fundamentalmente, orientar um processo de renovação urbana de uma área actualmente ocupada por uma unidade industrial de reciclagem de óleos, instalada localmente há várias décadas, e que ao longo dos últimos anos foi sendo rodeada por zonas habitacionais de baixa densidade”. A área de intervenção do referido estudo urbanístico integrava a propriedade da fábrica Carmona, com 4,65 hectares, e outra adjacente, com um hectare, da qual aquela é arrendatária, tendo o mesmo surgido “da necessidade de planear um processo de renovação urbana e de requalificação ambiental” para aquela área, propondo “uma área bruta máxima de construção composta por 13.894,54 metros quadrados para habitação, 367,20 para comércio e serviços, 2600 para equipamentos privados e mil para equipamentos públicos”. O modelo de ocupação previa a construção de cinco quarteirões com moradias, num total de 66 fogos, estando igualmente projectados dois lotes para comércio de apoio à área residencial e dois lotes para equipamentos, um público e outro privado. O equipamento privado, sugeria o estudo, “será constituído por um edifício destinado a uma piscina coberta e espaços complementares de fisioterapia, enquanto o equipamento público resulta de cedências obrigatórias para o município”. Assente em oito princípios de sustentabilidade, o estudo urbanístico contemplava “o equilíbrio entre o conjunto urbano e as áreas verdes e de lazer, a limpeza dos solos contaminados e tratamento dos espaços naturais, o controlo e a velocidade de tráfego e a protecção da qualidade do ar e da linha de água”, para além da “redução da poluição sonora, a recuperação de águas pluviais, a utilização de materiais recicláveis e o aproveitamento da energia solar e eólica”. O estudo indicava ainda que aquela fábrica seria deslocalizada para um parque industrial do concelho, “onde estão reunidas as condições adequadas à implantação de uma unidade industrial desta natureza”. A.M.S.
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